Aquisição de duas usinas hidrelétricas da Gerdau

Kinross adquire duas hidrelétricas da Gerdau

A Kinross Gold Corporation anunciou que a subsidiária Kinross Brasil Mineração concordou em adquirir duas usinas hidrelétricas da Gerdau S.A., no Brasil, pelo valor de US$ 257 milhões. Com a aquisição, a empresa espera assegurar o suprimento de energia, em longo prazo, para a mina de Paracatu, resultando em menores custos de produção ao longo da vida útil da mina.

As duas usinas adquiridas da Gerdau são Barra dos Coqueiros e Caçu, localizadas no rio Claro, nas proximidades do estado de Goiás, a 660 km a oeste de Paracatu. Não serão necessários investimentos adicionais, uma vez que já existe a infraestrutura de transmissão e utilização da energia. As duas hidrelétricas estão em operação desde 2010 e têm capacidade para gerar, no total, 155MW, sedo 90 MW da BCQ e 65MW de Caçu. As concessões de ambas usinas valem até 2037, quando deverá se encerrar a vida útil da mina.

Para custear a aquisição, a Kinross fará um empréstimo de US$ 200 milhões, valor que considera compatível com a sua atual liquidez, que totalizou aproximadamente US$ 2,6 bilhões no final de 2007.

Resultados da Kinross

A Kinross registrou uma redução em sua produção de ouro equivalente no quarto trimestre de 2017, com um total de 652.710 onças, contra 746.291 onças no mesmo período de 2016. A receita também caiu, passando de US$ 902,8 milhões para US$ 810,3 milhões. Mesmo assim, a empresa obteve um lucro de US$ 217,6 milhões, em comparação com uma perda de US$ 116,5 milhões em igual período do ano anterior.

Para 2018, a empresa projeta uma produção de 2,5 milhões de onças de ouro equivalente, a um custo de produção de US$ 730 por onça e custo total de US$ 975/onça. O capex previsto para o ano é de US$ 1,075 bilhão, incluindo US$ 355 milhões para sustaining das operações e US$ 680 milhões em projetos de desenvolvimento.

Fonte: Brasil Mineral
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Câmara reduz aliquota do CFem para Minério de Ferro

Depois de uma longa sessão, que terminou nas primeiras horas do dia 22, a Câmara dos Deputados aprovou a Medida Provisória 789/17, que determina aumentos sobre alíquotas da Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais (Cfem), muda a base de cálculo do royalty e modifica a distribuição dos recursos financeiros arrecadados. Agora a matéria precisa ser votada no senado e o prazo de validade da MP vai até 28/11.

As principais mudanças aprovadas em relação ao texto que havia sido aprovada na comissão especial foram uma redução de 1% para 0,2% para os fertilizantes, redução de 2% para 1,5% para o ouro, e de 4% para 3,5% para o minério de ferro, que responde por aproximadamente por 75% da arrecadação. No caso de empreendimentos menores de produção de minério de ferro, que tenham dificuldade para competir, a alíquota poderá ser reduzida para 2%. A base de cálculo será a receita bruta, deduzidos os impostos. As novas alíquotas devem vigorar a partir de novembro de 2017.

Quanto à distribuição dos recursos financeiros auferidos, 60% irão para os municípios mineradores, 15% para municípios afetados pela mineração, 15% para os estados e 10% para a União. Pela sistemática anterior, 65% ficavam com os municípios mineradores, 23% iam para os estados e 12% para a União.

Agência de mineração

O Plenário da Câmara também aprovou a Medida Provisória 791/17, que cria a Agência Nacional de Mineração (ANM) que substituirá o Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM) nas atribuições de regulação e fiscalização do setor.

De acordo com o governo, a medida pretende “revitalizar o setor mineral” e melhorar a atratividade do País para novos investimentos na mineração com produtividade e retorno assegurados por maior previsibilidade.

O texto aprovado é o projeto de lei de conversão do relator, deputado Leonardo Quintão (PMDB-MG), que muda aspectos relacionados à cobrança da taxa para o exercício da atribuição de poder de polícia da agência, ao enquadramento salarial dos servidores que migrarão para o órgão e às atribuições da ANM.

Os deputados não aprovaram a criação da Taxa de Gestão de Recursos Minerais, que fazia parte da proposta.

Fonte : Revista Brasil Mineral

Publicado o edital para a dragagem no Porto de Mucuripe

A previsão do Ministério dos Transportes, Portos e Aviação Civil foi confirmada e, antes de dezembro, o edital para a dragagem do Terminal de Passageiros do Porto do Mucuripe, em Fortaleza, foi publicado no Portal de Compras do governo federal. O documento passou a estar disponível na manhã de ontem, atestando um valor total estimado de R$ 21,67 milhões – menor que o inicial, de R$ 28 milhões.

Esperado desde antes a Copa do Mundo, evento para o qual foi planejado pelo governo federal, o Terminal de Passageiros foi concluído, mas não pôde ser efetivamente utilizado porque os cruzeiros que aportam na Capital cearense desembarcam longe da estrutura moderna construída para recepcioná-los.

Isso porque o Terminal possui um calado (fundura máxima atingida por navios quando cheios) sem profundidade suficiente para que as embarcações atraquem, o que deve ser solucionado até o fim do próximo ano, segundo estimativa já anunciada pelo Ministério, a partir do aprofundamento do espaço de 11 metros para 13 metros.

Etapas

A partir de agora, no site www.comprasnet.gov.br, o edital ficará disponível até 4 de dezembro deste ano, quando as consultas formais serão encerradas. A licitação será realizada pela internet, no dia 11 de dezembro deste ano, a partir das 10h, quando as propostas serão tornadas públicas. Caso algo impeça a realização do certame, o mesmo será marcado para o próximo dia útil.

Com as propostas de empresas ou consórcios recebidas, o edital estabelece as etapas na seguinte ordem: “(1) Apresentação do Projeto Executivo de Dragagem; (2) Análise e Aprovação do Projeto Executivo; (3) Mobilização de Equipamentos; (3) Execução de Serviços de Dragagem; e (4) Desmobilização de Equipamentos”. No que diz respeito aos prazos, o edital confirma estimativa inicial do Ministério dos Transportes e estabelece: “O prazo máximo de execução do empreendimento é de 6 (seis) meses, a partir da expedição da Ordem de Início dos Serviços”.

No entanto, o prazo do contrato terá um total de dez meses, no qual são compreendidos: “até 15 dias para emissão da Ordem de Serviço, a contar da publicação do extrato do Contrato no Diário Oficial da União e da entrega das Garantias de Cumprimento do Contrato; até 66 dias para a elaboração do Projeto Executivo; até 30 dias para análise e aprovação do Projeto Executivo pelo INPH (Instituto Nacional de Pesquisas Hidroviárias); até 30 dias para mobilização dos equipamentos; até 54 dias para a execução dos serviços; até 15 dias para desmobilização e recebimento provisório do objeto; e até 90 dias para o recebimento definitivo do objeto”.

Regime de execução

Apontado como vantajoso por viabilizar o pagamento apenas pelos serviços efetivamente executados, e apresentar um menor risco, o regime de execução das obras escolhido será a empreitada por preço unitário. O critério de julgamento para a escolha do projeto apresentado pelos concorrentes, como estabelece o edital publicado na manhã de ontem, será o de maior desconto.

“Na contratação dos serviços em tela os quantitativos a serem executados, definidos na planilha orçamentária, poderão sofrer adequações em função de ajustes decorrentes de levantamento hidrográfico inicial, necessário para aferição de quantitativos que serão efetivamente realizados”, prevê o edital, adiantando qualquer valor a mais necessário para a conclusão das obras de dragagem.

Na fase preparatória para a realização da licitação de escolha da empresa ou consórcio que vá executar as obras, o edital publicado pelo Ministério dos Transportes admite ainda a visita de representantes – um por cada empresa ou grupo interessado no empreendimento – ao Porto do Mucuripe. O agendamento, no entanto, tem de ser solicitado com a Companhia Docas do Ceará (CDC), que administra o Porto do Mucuripe, e deve ocorrer em dias úteis, no horário comercial.

Fonte: Portos e Navios / Diário do Nordeste
Link do artigo original: https://goo.gl/jdBouk